O mar seco em cima da minha janela
meus projetos minha alma
espiando vozes do além.
Um pequeno muro nesse
cimento feito de lembranças e sonhos.
Ela, um beijo que se foi,
Um fantasma cheio de adeus.
Lá fora um pequeno canhão.
Uma espada moura e o choro de um cristão.
Lá fora um pequeno canhão.
A árvore cresce imensa e bela,
um negro passa pela minha janela
uma negra passa pelos meus olhos
eu sou o negro sou o pássaro
sou também a solidão sem nome.
Lá fora um pequeno canhão.
Um misterioso homem oferece
energias indianas antigas aos portugueses.
Os brasileiros acordam com o rugido.
O leão anda e um pequeno anjo
toca o acordeón da vida
eterna.
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