terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Carta para Murilo Mendes no Além

 a poesia é invisivel aos olhos

se move muda e surda e as

vezes também faz ruídos sinistros

de agulhas e correntes


a poesia as vezes fala com

os mortos enquanto eles dormem

com o rio e o sono das estrelas

coroadas de dores e tristeza


a poesia não tem vez nem momento

apenas salta as vezes é nuvem

as vezes é palavra


a poesia existe porque os homens

com esperança gritam a Deus

e Deus, amor profundo, escreve poemas eternos.

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