terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O desenho e a arquitetura: a cidade é São Paulo!

 Vejo janelas imóveis por cima

de um mar etéreo e seco.

O sertão de São Paulo ruge

concretos inteiros.

Lá fora a chuva é uma dança

de solidão imensa.

A menina de calcinha rosa,

a menina de calcinha preta.

O gozo branco que sai do

imenso cacete é um galo

que canta no cemitério deserto.

As almas também choram.

A vida chora. O vento sabe.

Por isso passa no meu rosto,

sem se importar com nada,

imponente.

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