Vejo janelas imóveis por cima
de um mar etéreo e seco.
O sertão de São Paulo ruge
concretos inteiros.
Lá fora a chuva é uma dança
de solidão imensa.
A menina de calcinha rosa,
a menina de calcinha preta.
O gozo branco que sai do
imenso cacete é um galo
que canta no cemitério deserto.
As almas também choram.
A vida chora. O vento sabe.
Por isso passa no meu rosto,
sem se importar com nada,
imponente.
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