- para Yzabel, meu GRANDE AMOR!
Quando você possui
grandes tesouros dentro de si
e tenta falar deles
para os outros,
raramente é acreditado.
A lua escuta,
mas não responde.
Teu ouro mora fundo,
enterrado em pátio seco,
onde só a noite
sabe cavar.
Mostras as mãos vazias
— ninguém vê
o que pulsa nelas.
O povo pede prova,
peso,
barulho.
Mas teu tesouro
canta baixo,
como faca guardada
no pão.
O que é verdadeiro
arde sem luz.
E o que brilha demais
desconfia-se.
Por isso calas
ou falas em símbolo:
azeitona,
sangue,
lua partida.
Andaluz é o destino
de quem guarda ouro interno:
dançar com sombra,
cantar com sede,
e seguir
mesmo desacreditado.
Porque o tesouro
não quer plateia.
Quer raiz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário