segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Nota


Elizabeth Bishop olha
como quem mede o mundo
com régua breve
e afeto exato.

Não canta o excesso:
anota.
O verso é um mapa
sem legenda.

Ama o que vê
porque vê bem:
ilhas, salas, perdas
em estado comum.

Sua poesia ensina
que atenção
também é amor.

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