“Eu não poderia ter encontrado Deus
no seminário”,
pensou ele.
O sol nascia
sem dogma,
claro,
como uma resposta sem palavras.
A luz tocava as coisas
com humildade:
a pedra,
o pássaro,
o próprio silêncio.
Deus não estava nos muros,
nem no latim exato,
nem no medo bem ensinado.
Estava ali —
no instante em que o dia
aceita nascer
sem prometer nada.
Ele respirou.
E isso bastou.
O céu,
simples e eterno,
continuou.
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