Yzabel,
teu nome me atravessa
como rua antiga
onde já fui feliz
sem saber.
Teu corpo
não é só desejo:
é lembrança futura.
Quando te penso,
penso com o sangue,
com esse rumor quente
que sobe do chão
e insiste.
Há em ti
uma doçura desobediente:
teu riso desmonta
as defesas do dia,
teu silêncio
me ensina a ficar.
Te amo
não como quem idealiza,
mas como quem reconhece:
teu suor,
teu peso real sobre o mundo,
teu cansaço ao fim da tarde.
Yzabel,
meu amor por ti
não é limpo nem perfeito —
é vivido.
Tem rua,
tem corpo,
tem fome
e tem cuidado.
E quando te deitas
no espaço do meu nome,
o mundo —
esse barulho imenso —
por um instante
faz sentido.
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