Yzabel
não cabe no nome.
O nome é só a porta.
Ela entra
como coisa viva:
peso, calor,
respiração no espaço.
Meu corpo a entende
antes do pensamento.
A pele reconhece
o que o mundo
ainda hesita.
Yzabel é matéria sensível:
ombro,
curva,
presença que desloca
o ar da sala.
Quando se aproxima,
o amor deixa de ser ideia
e passa a ser fato:
objeto quente
contra o peito.
Não a amo por metáfora.
A amo
como se toca um muro ao sol,
como se sente
a vibração da cidade
no chão.
Yzabel me prova
que o amor
não é promessa
nem forma perfeita,
mas corpo em estado de urgência,
vida pedindo
outra vida
para continuar.
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