Ele se empoleira na espuma
de esculpidas, polidas
flores —
calmo,
alto,
como quem escuta
vozes anteriores ao mundo.
A luz o envolve
não como coroa,
mas como lembrança.
O vento sabe seu nome
e o diz
em língua antiga.
O rei é morto.
Mas seu sono
move as raízes do vale,
e seu silêncio
governa as estrelas.
Nada termina:
a queda
é apenas
outro rito.
Na espuma do tempo
as flores permanecem,
e o espírito
aprende a reinar
sem trono.
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