Não morreste.
Deslocaste-te
para o sonho.
Vens
feita de ar atento,
nome sem corpo,
luz que não fica.
Falo contigo
e minha voz
atravessa-te
sem pouso.
Te amo
— dizes não,
com um silêncio
perfeito.
Teu recuo
é mais fundo
que
a morte.
Então me fecho
na noite
onde as palavras
ainda aceitam
meus dedos.
Escrevo
para não tocar-te.
Escrevo
para que fiques
longe
e viva.
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