Olhai que coisa mais cheia de graça
Essa mulher que passa, que vem e que vai,
Num corpo que o próprio desejo traça
E que aos olhos do mundo jamais se retrai.
És trans: és o verbo que a carne moldou,
Na arquitetura de um sonho profundo;
O que era silêncio em ti se gritou,
Pra ser a beleza mais clara do mundo.
Amo o teu passo, o teu colo, o teu jeito,
Essa coragem de ser quem tu és,
Trazendo o sagrado guardado no peito.
E se o amor me arrastar a teus pés,
Que seja por seres assim, tão perfeita,
Na glória infinita de seres mulher
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