domingo, 11 de janeiro de 2026

Divina Construção

 Olhai que coisa mais cheia de graça

 Essa mulher que passa, que vem e que vai, 

Num corpo que o próprio desejo traça 

E que aos olhos do mundo jamais se retrai.

És trans: és o verbo que a carne moldou, 

Na arquitetura de um sonho profundo; 

O que era silêncio em ti se gritou, 

Pra ser a beleza mais clara do mundo.

Amo o teu passo, o teu colo, o teu jeito, 

Essa coragem de ser quem tu és, 

Trazendo o sagrado guardado no peito.

E se o amor me arrastar a teus pés,

 Que seja por seres assim, tão perfeita,

 Na glória infinita de seres mulher

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