Há livros que acendem
azeite na sombra.
Paulo caminha
com palavras simples
e pés descalços
no mistério.
Cada frase
é um sino baixo
chamando o coração
ao centro do deserto.
Anjos sem asas
bebem seus signos,
e o leitor —
pastor de si —
aprende a escutar.
Não ensina:
recorda.
Como a lua antiga
sobre a estrada,
seus livros dizem:
segue.
E o mundo,
por um instante,
fica mais legível.
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