segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Elogio do caminho: canção para Paulo Coelho


Há livros que acendem
azeite na sombra.

Paulo caminha
com palavras simples
e pés descalços
no mistério.

Cada frase
é um sino baixo
chamando o coração
ao centro do deserto.

Anjos sem asas
bebem seus signos,
e o leitor —
pastor de si —
aprende a escutar.

Não ensina:
recorda.

Como a lua antiga
sobre a estrada,
seus livros dizem:
segue.

E o mundo,
por um instante,
fica mais legível.

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