quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Saudade do mar

 


O peixe repousa leve sobre o manto do profeta,

Em silêncio de escamas, mistério e sal.

Depois, no escuro ventre, a viagem secreta,

Na ânsia funda do abraço abissal.


E o mar é ardente, de uma fúria mansa,

Que queima a pele e incendeia o olhar,

Onde a alma naufraga e tudo se alcança

No fogo líquido de quem sabe amar.


Até que desponta, na imensidão do inverno,

A luz soberana que vem sustentar

O dia sem fim, o sol eterno,

Derramando ouro sobre a face do mar.

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