A estrada cinzenta desvenda a cidade,
Onde o pó dos séculos dorme e repousa;
E leva o velho e belo judeu velho à vanguarda,
Num passo lento que o mundo desusa.
Um bode atrelado caminha ao seu lado,
Símbolo antigo de culpa e mistério,
Pelos campos onde o vento é passado
E a terra guarda seu fardo sidéreo.
E vão seguindo as costas estreladas de eternidade,
Sob o manto frio do céu que os consome;
Carregando o peso de uma herança sagrada,
Na dor dos séculos e no silêncio do nome.
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