quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A Caminhada do Antigo Peregrino

 A estrada cinzenta desvenda a cidade,

Onde o pó dos séculos dorme e repousa;

E leva o velho e belo judeu velho à vanguarda,

Num passo lento que o mundo desusa.

Um bode atrelado caminha ao seu lado,

Símbolo antigo de culpa e mistério,

Pelos campos onde o vento é passado

E a terra guarda seu fardo sidéreo.

E vão seguindo as costas estreladas de eternidade,

Sob o manto frio do céu que os consome;

Carregando o peso de uma herança sagrada,

Na dor dos séculos e no silêncio do nome.

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