quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Soneto da Pátria e da Ferida


No fundo pungente e da carne mais funda,

Eis o espelho vil da realidade nua,

Onde a miséria do mundo se acentua,

Na chaga aberta que o tempo fecunda.


Do Norte ao Sul, na terra que o mal inunda,

Na sociedade que o ódio habitua,

A mesma dor no asfalto e na rua,

Que o homem destrói e a treva circunda.


Ó triste Brasil de alma profunda e dura,

Que é de todo o mundo na mesma febre escura,

Na mesma orte e no mesmo destino vao!


Onde a desgraça a alma humana condena,

E a mesma realidade obscena

Bate na carne do mesmo irmão!

Nenhum comentário:

Postar um comentário