No fundo pungente e da carne mais funda,
Eis o espelho vil da realidade nua,
Onde a miséria do mundo se acentua,
Na chaga aberta que o tempo fecunda.
Do Norte ao Sul, na terra que o mal inunda,
Na sociedade que o ódio habitua,
A mesma dor no asfalto e na rua,
Que o homem destrói e a treva circunda.
Ó triste Brasil de alma profunda e dura,
Que é de todo o mundo na mesma febre escura,
Na mesma orte e no mesmo destino vao!
Onde a desgraça a alma humana condena,
E a mesma realidade obscena
Bate na carne do mesmo irmão!
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