Caiu... Mas aonde...
Caiu a estrela, a estrela branca
que assombra o mar inteiro.
Veja: é o cantar do galo
verdadeiro que se debruça
por entre os braços de gentil criança
morta por uma bomba caída em Dresdein.
Ouçam só, o sino das igrejas bombardeadas,
são as vozes dos fantasmas
que passam de um lado para o outro
na rua mais movimentada de São Paulo.
Quanto tédio, dizem os especialistas
em murais, e lá vão os artistas sociais
mendigar o dinheiro dos novos-ricos.
A estrela tombada no chão, dizem,
era a minha alma constelada de farrapos.
E eis o próprio poeta miserável
incendiado o próprio corpo por um pedaço de
pão.
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