quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A raíz mágica

 Negros montes lá fora,

negros montes, suspiram,

a formosa rosa pálida aberta

e entre a porta o sino simbilante

de um terreste murmurar de

moinho,


os gaviões antigos passam

a beira dos olhos do corvo.

O luar aparece estampado

e formo como uma criança pálida.

Lá fora nuvens passam rápidas

pelas casas de Campinas,

enquanto o gelo se acumula no sofá.


Cantam os grilhos,

as bailarinas silvestres.

Morrem as pequenas flores sem donos.

As goiabas caem do pé e a madeira

fria que ergue a casa é devorada

pelos cupins ciganos.

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