quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Soneto da Espiga e do Café


Na aurora mística que o vale veste,

Onde o verde escuro do café repousa,

Ergue-se a espiga de milho gloriosa,

Como uma tocha acesa do orvalho celeste.


O Criador, na lide que reveste

A terra mansa e a alma misteriosa,

Fez da semente humilde a luz formosa,

Que o fogo eterno do horizonte veste.


Oh, cafezal de folhas cor de esmeralda,

Onde a candura divina se resguarda

No ouro puro do cereal sagrado!


A mesma mão que o tigre e o cordeiro cria,

Fez germinar, na santa poesia,

O pão da terra e o fruto abençoado.

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