Na aurora mística que o vale veste,
Onde o verde escuro do café repousa,
Ergue-se a espiga de milho gloriosa,
Como uma tocha acesa do orvalho celeste.
O Criador, na lide que reveste
A terra mansa e a alma misteriosa,
Fez da semente humilde a luz formosa,
Que o fogo eterno do horizonte veste.
Oh, cafezal de folhas cor de esmeralda,
Onde a candura divina se resguarda
No ouro puro do cereal sagrado!
A mesma mão que o tigre e o cordeiro cria,
Fez germinar, na santa poesia,
O pão da terra e o fruto abençoado.
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