No rito agreste onde o mistério brassa,
o sol desata o ouro em cordel e riso,
e o sertanejo erguido ao improviso
vê o divino na sagrada graça.
As mariposas sagradas pela praça
voam no fito de um santo paraíso;
o católico mel das missas é aviso
de que a fé é força que o destino abraça.
É o sertão que canta a sua glória,
bordando a lira na sagrada história
com o sangue heróico de um povo fiel.
Na pia e no altar, o encanto persiste:
o barro humilde que o Cumpade viste
vira folguedo, oração e cordel.
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