Nas entranhas da carne e do desejo,
Onde o instinto ruge em força bruta,
A alma humana, em febre e em labuta,
Fita o equino com mórbido gracejo.
Vê-lhe o torso de músculos e aço,
A crina espessa, o lombo reluzente,
E sente um espasmo, um fogo demente,
Que a atira, insana, à força daquele braço.
Oh! Visceral anseio que consome!
A linfa escorre, a besta rinchando chama,
Na cópula cega que a matéria aclama,
Fundem-se a carne, o casco e o próprio nome.
E no esterco da vida, em espasmo imundo,
Grita a mulher sob o centauro do mundo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário