Nas sombras da noite, onde a lua se esconde,
Um pequeno focinho começa a tremer.
Com olhos cintilantes e um sorriso maroto,
Vem Trufa, o gambá, pra nos surpreender.
Ele não tem caldeirão, nem varinha de pau,
Sua magia é crua, um talento natural!
Com um estalo de dedos e um zumbido no ar,
Ele adora pregar peças e nos encantar.
Se a Sra. Doninha reclama do frio,
Trufa sussurra um feitiço bravio:
“Plumas de
ganso e lã bem quentinha,
Virem o casaco desta velhinha!”
E a Doninha, surpresa, de repente flutua,
Vestindo um poncho de penas na rua.
Num dia de chuva, de tédio profundo,
Ele olha pra lama e pro resto do mundo.
“Patas
de borracha e um salto gigante!”
Grita Trufa, contente, num tom arrogante.
A floresta inteira vira um pula-pula,
Com bichos saltando e a coruja ulula.
Mas cuidado se Trufa ficar aborrecido,
Pois seu cheiro famoso é o seu pior castigo.
Não é perfume de rosas, nem essência de flor,
É um vazio fétido que causa pavor!
“Fedor de
meias de trasgo no jantar,
Faço quem me irritar se engasgar!”
Então, se na calada da noite você vir,
Um gambá de óculos redondos a rir,
Saiba que Trufa, com sua magia moleca,
Está só garantindo a próxima peça!
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