Do pasto verde a fúria indomada,
Destroço belo de cor castanha e forte,
Surge o cavalo, a pasmar a sorte,
De nobre crina e altiva passada.
A bela Mônica, de alma abrasada,
Em doce febre e fúria de alta morte,
Desce ao seu leito, e o destino a corte
Ao ver a fita e a fera venerada.
No duro falo a boca põe com gana,
E o fluxo branco, em onda inumerável,
Do sacro cabeção salta e ilumina.
Ó besta bela, que a razão desata!
Vê Mônica o prazer indescritível,
E o amor bruto e cego que a domina.
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