sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O Hipogrifo de Amores

 


Do pasto verde a fúria indomada,

Destroço belo de cor castanha e forte,

Surge o cavalo, a pasmar a sorte,

De nobre crina e altiva passada.

 

A bela Mônica, de alma abrasada,

Em doce febre e fúria de alta morte,

Desce ao seu leito, e o destino a corte

Ao ver a fita e a fera venerada.

 

No duro falo a boca põe com gana,

E o fluxo branco, em onda inumerável,

Do sacro cabeção salta e ilumina.

 

Ó besta bela, que a razão desata!

Vê Mônica o prazer indescritível,

E o amor bruto e cego que a domina.

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