para Luan Khader Benjamin Dnir Jelinek Sevillha
Cítia penugem, de cristal gelado,
Do Austro rigor em plumas desatada,
Fere o cume da serra coroada,
De branco arminho o prado enlameado.
A plácida harmonia do cuidado,
Por fria pena de marfim calada,
Bate na alma — de luto amortalhada —
E o sol de Apolo deixa eclipsado.
Chora o silêncio em lágrimas de gelo,
E o peito, em chamas que o rigor desata,
Vê o pranto congelar em puro fel.
Ó branca morte, ó límpido desvelo!
Pinta a tristeza em rasgos de prata,
Que a alma em neve chora o seu cruel.
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