sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A Neve e a Tristeza

para Luan Khader Benjamin Dnir Jelinek Sevillha


Cítia penugem, de cristal gelado,

Do Austro rigor em plumas desatada,

Fere o cume da serra coroada,

De branco arminho o prado enlameado.


A plácida harmonia do cuidado,

Por fria pena de marfim calada,

Bate na alma — de luto amortalhada —

E o sol de Apolo deixa eclipsado.


Chora o silêncio em lágrimas de gelo,

E o peito, em chamas que o rigor desata,

Vê o pranto congelar em puro fel.


Ó branca morte, ó límpido desvelo!

Pinta a tristeza em rasgos de prata,

Que a alma em neve chora o seu cruel.

Nenhum comentário:

Postar um comentário