Sob a lua de gesso, o homem com o cachimbo,
cinzas amargas do tempo que se esvai,
contempla a travesti loira na fotografia nua,
uma ferida de ouro velho e sal em sua garganta.
O ar cheira a pássaros mortos,
o bater de asas de penas tristes buscando o galho.
E na carne do mundo, setembro sangra
um gueto de água fria e gélida.
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