Ó louro sol que em tranças se desata,
De Vênus pura a emulação mais bela,
Fúlgida Fênix que no trono zela,
Cujo ouro as graças do alto ouro abate!
Olhos de verde aspe, em doce combate,
Onde a astúcia da serpente brilha e sela
A alma do amante que ante ti se vela,
E em chamas vivas o juízo mata.
A pele é neve, em cândido sósio puro,
Onde a brandura o tacto enamorado
Conduz ao porto da mais alta glória.
E os dois globos de lua em relevo escuro,
Com as vastas nádegas do orbe pesado,
Fazem da carne eterna uma vitória!
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