sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Soneto à Esmeralda Viva em Pálida Aurora


De níveo brilho a altiva testa brilha,

qual puro mármor sob o sol nascente;

mas é no olhar, fanal do humano gente,

que a alma em chama e luz se maravilha.


Dos verdes mares na mais alta orla,

ou do tesouro que a terra encerra,

não há joia na vasta e rica terra

que a esmeralda em tal rosto se desborda.


Dose de encanto que o destino adorna,

triunfo belo contra a lei do mundo,

resplandece a beleza pura e horta.


Ó clara luz do olhar que a treva fura!

Traz o verde clarão o céu profundo,

em sublime e soberba formosura.

Nenhum comentário:

Postar um comentário