De níveo brilho a altiva testa brilha,
qual puro mármor sob o sol nascente;
mas é no olhar, fanal do humano gente,
que a alma em chama e luz se maravilha.
Dos verdes mares na mais alta orla,
ou do tesouro que a terra encerra,
não há joia na vasta e rica terra
que a esmeralda em tal rosto se desborda.
Dose de encanto que o destino adorna,
triunfo belo contra a lei do mundo,
resplandece a beleza pura e horta.
Ó clara luz do olhar que a treva fura!
Traz o verde clarão o céu profundo,
em sublime e soberba formosura.
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