quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Testamento Lírico

 Morri,

não me enterraram

ainda

porque

se a minha voz já não é mais bela, nem lírica.

Vou andar pelos bosques,

fauno sem ressurreição.

Beijos secretos me acompanharam.

Pelos montes, ou até mesmo, pelos prados.

Além das terras agrestes,

entre o destino e o delírio.

Morri, serei tumba, serei raíz de carvalho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário