Do Betis verde à sombra do cafezal,
Onde o sol ferve em brasa o cume arfante,
Vê o mancebo alvo, em pranto vacilante,
O espasmo belo do ébano fatal.
Pelo ar que o silêncio faz mortal,
Salta a voz branca, em fúria delirante,
Lá donde o orvalho chora, e o galo errante
Presta tributo ao gozo divinal.
Estrelas brancas voam do alto assento,
Lá do alto do peito, em chamas derramado,
Que o vento espalha em veste de algodão.
E vê o mancebo, absorto no tormento,
O negro belo, ao sopro abandonado,
E a voz que salta e bate no cabeção.
Nenhum comentário:
Postar um comentário