Toda a minha
vida eu fui o Outro.
Dentro dos muros da igreja,
queimado pelos sonhos de pardais,
criancinhas, comendo migalhas de pão.
Através das praças, eu persegui o vento,
e então caminhei entre as estrelas,
olhares perdidos.
Por causa de tudo isso,
deixei de ser eu mesmo,
e me tornei terra,
fogo, ar marrom.
Até que te encontrei,
raiz perfeita
da areia mágica.
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