No azulejo frio, o vulto se insinua,
Cabelos lisos, seda em movimento;
O femboy brilha, em casto desabrimento,
Na luz do banheiro, a carne se desnuda.
O corpo jovem, que a volúpia apura,
Recebe o pulso, o ímpeto, o tormento;
E o leite branco, em farto derramamento,
Pousa no peito, em cena alva e pura.
Escorre o rio, o néctar que me inunda,
Manchando o torso, a pele delicada,
Nesta oficina de luxúria profunda.
Fica a marca, na curva desenhada,
Enquanto a paz, na fresta que retunda,
Celebra o gozo, em sombra perfumada.
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