quinta-feira, 4 de junho de 2026

O Néctar do Cafezal

 O Néctar do Cafezal


para Nathan!


Entre o café, sob a luz do sol de estio,

O negro, em gesto de viril descaso,

Mija a raiz, e ao ver o meu cansaço,

Diz: "Olha o pau!", num desavergonhado fio.


Manda que eu tome o membro, o desafio,

Que a mão apreenda o seu vigor escasso;

Depois, me impõe o mamo, o doce passo,

Onde o desejo vira desvario.


Do corpo bronco, o jato em branca fúria,

Como um rio que a sede enfim sacia,

Brotando em torrentes de luxúria.


Lá pelas matas, em plena orgia,

O branco escorre, em rústica inegúria,

Batizando o chão, em pura agonia.

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