O Néctar do Cafezal
para Nathan!
Entre o café, sob a luz do sol de estio,
O negro, em gesto de viril descaso,
Mija a raiz, e ao ver o meu cansaço,
Diz: "Olha o pau!", num desavergonhado fio.
Manda que eu tome o membro, o desafio,
Que a mão apreenda o seu vigor escasso;
Depois, me impõe o mamo, o doce passo,
Onde o desejo vira desvario.
Do corpo bronco, o jato em branca fúria,
Como um rio que a sede enfim sacia,
Brotando em torrentes de luxúria.
Lá pelas matas, em plena orgia,
O branco escorre, em rústica inegúria,
Batizando o chão, em pura agonia.
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