quinta-feira, 4 de junho de 2026

O Início do Labirinto


Loiras as madeixas, verdes os olhares,

A travesti, em carne e em mistério erguida;

Foi a primeira, a vez da investida,

Nos insondáveis, fundos, vastos mares.


O pau entrou, rompendo os seus altares,

Cercado pela fenda, a joia esquecida;

Tão macio o cu, na pele aquecida,

Que esqueci do mundo e dos seus pesares.


Era um veludo, um úmido segredo,

A entrada que a volúpia me guardava,

A vencer o embaraço e o meu medo.


Na maciez, a alma se entregava,

E o que era estranho, em breve, cedo,

A posse plena, enfim, me confirmava.

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