Ao pé da mata, o suspiro de Nathan,
Indago, enfim, se o mamo foi de agrado;
Ele, em segredo, embora bem casado,
Confessa o gozo em plena luz da manhã.
Clandestino, o pacto o prazer afã,
Sente o desejo pelo meu lado arrebatado;
E o celular, em gesto sublimado,
Exibe a carne, a estirpe de um titã.
O falo, ó monstro, a glândula em brasa,
Cabeça rubra, em roxo desvario,
Firme e robusto, a tudo desembasa.
Olho a imagem, sinto o corpo frio,
Pois o pecado, que o leito ultrapasa,
Faz do desejo o nosso eterno rio.
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