Em meio à carne, o embate se travou,
Morena em cópulas de incerto leito;
E, pelo corpo, o par, em seu despeito,
O gozo em dobro, a presa conquistou.
Uma, no seio a mão que a pele abrasou,
A outra, em fúria, o ventre faz sujeito;
Dois falos rijos, num prazer eleito,
A fêmea em transe, enfim, desmantelou.
Mistura-se o suor, a pele e a seda,
Num meretrício que a virtude escarra,
Enquanto a treva o desejo envereda.
Não há pudor que a cena não desgarra,
Pois na fresta da orgia que não ceda,
A vida é o gozo que o instinto amarra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário