Vou ao encontro do mestre de sabedoria,
Sergé me espera, em seu gabinete obscuro;
Não há doutrina, nem silogismo duro,
Que o meu desejo em ato não desvia.
Sua boca, que a lógica anuncia,
Abre-se em fenda, em fúria de futuro;
Chupa-me o membro, em gesto tão puro,
Que a própria ética, enfim, se desvaria.
Um beijo trocamos, com gosto de gozo,
E na garganta, em sôfrega medida,
Borro-lhe o lábio, num ato luxurioso.
Toda a razão, por mim já esquecida,
Se perde no sêmen, gozo espumoso,
Na boca do mestre, minha própria vida.
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