quinta-feira, 4 de junho de 2026

A Lição do Mestre Sergé


Vou ao encontro do mestre de sabedoria,

Sergé me espera, em seu gabinete obscuro;

Não há doutrina, nem silogismo duro,

Que o meu desejo em ato não desvia.


Sua boca, que a lógica anuncia,

Abre-se em fenda, em fúria de futuro;

Chupa-me o membro, em gesto tão puro,

Que a própria ética, enfim, se desvaria.


Um beijo trocamos, com gosto de gozo,

E na garganta, em sôfrega medida,

Borro-lhe o lábio, num ato luxurioso.


Toda a razão, por mim já esquecida,

Se perde no sêmen, gozo espumoso,

Na boca do mestre, minha própria vida.

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