Cai a noite, o cafezal em vulto espesso,
Ele, na árvore, o dorso a encostar;
O tronco rijo, a me desafiar,
Cresce ante a boca, em bruto retrocesso.
O pau, qual ferro, num vigor confesso,
Chupo com gana, a me desatinar;
Até que o veio, a ponto de estourar,
Verte o "leite do amor", em vil excesso.
Regando a raiz, a folha, o chão escuro,
O branco escorre em jorro de torrente,
Banhando a terra, em ritual impuro.
Mudo o silêncio, a mata se consente,
Pois neste gozo, em ardor noturno e duro,
A natureza se faz, enfim, carente.
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