A massa rija, em pulso de aluvião,
Encontra a fenda, o sulco, a carne opulenta;
Elisa, em peso, a nádega ostenta,
Ao passo que o pau busca a punição.
No cu de Elisa, o rito é sedição,
Pois quanto mais o sexo se apresenta,
Mais o desejo a lucidez afrenta,
No choque vil da carne contra o chão.
Eis que o disparo, em branco borbotão,
Inunda o antro, a dor se faz espasmo,
Nesse mergulho, em plena convulsão.
Despeja o néctar, o turbilhão, o abismo,
No assento amplo, em crua celebração,
Consumado o assalto ao teu lirismo.
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