sexta-feira, 28 de agosto de 2026

A Dança nas Margens do Sirion


Nos bosques noturnos de Dorthonion,

Onde a luz das estrelas tecia sombras de sonho,

Uma figura dançava, leve como um raio de luar,

Lá no alto, nas copas das árvores élficas,

Entre os ramos que tocavam o firmamento,

Mórian a Elfa Obscura movia-se em graça.


Os seus pés descalços sobre o orvalho gelado,

Desafiavam a gravidade e o peso da terra.

O seu manto negro fundia-se com a noite,

Salpicado de diamantes de luz estelar,

Pois ela, como a Estrela Vespertina,

Conhecia os segredos das sete irmãs.


E ao dançar no topo do mundo sussurrante,

A sua cabeleira longa, cor de obsidiana,

Deslizava e caía em cascatas serenas,

Encontrando o espelho do Rio Marivel.

Ali, nas águas profundas e frias,

As suas mechas negras bailavam com o curso do rio,

Misturando a luz da floresta com o curso da prata.


Lágrimas puras talvez tivessem criado tais águas,

Pois a dança de Mórian, a elfa de sombra e luz,

Trazia um lamento suave ao som da correnteza,

Um eco da antiga canção dos Homens,

Na penumbra mágica e silenciosa da noite. 

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