Nos bosques noturnos de Dorthonion,
Onde a luz das estrelas tecia sombras de sonho,
Uma figura dançava, leve como um raio de luar,
Lá no alto, nas copas das árvores élficas,
Entre os ramos que tocavam o firmamento,
Mórian a Elfa Obscura movia-se em graça.
Os seus pés descalços sobre o orvalho gelado,
Desafiavam a gravidade e o peso da terra.
O seu manto negro fundia-se com a noite,
Salpicado de diamantes de luz estelar,
Pois ela, como a Estrela Vespertina,
Conhecia os segredos das sete irmãs.
E ao dançar no topo do mundo sussurrante,
A sua cabeleira longa, cor de obsidiana,
Deslizava e caía em cascatas serenas,
Encontrando o espelho do Rio Marivel.
Ali, nas águas profundas e frias,
As suas mechas negras bailavam com o curso do rio,
Misturando a luz da floresta com o curso da prata.
Lágrimas puras talvez tivessem criado tais águas,
Pois a dança de Mórian, a elfa de sombra e luz,
Trazia um lamento suave ao som da correnteza,
Um eco da antiga canção dos Homens,
Na penumbra mágica e silenciosa da noite.
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