O cacto duro,
a sede que cria raízes no flanco do mundo.
Fome de gotas — não da água que lava,
mas da gota da serpente,
fervendo nas profundezas da sede,
do veneno que goteja
e morde a língua do tempo.
Você se atira contra o céu vazio:
o dia verde de ferro
e o dente gotejante,
o silêncio seco do golpe.
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