No cume dos bosques de Nimbrethil,
Onde a luz das estrelas tecia sombras longas,
Uma forma graciosa movia-se, leve e sem peso,
Lá no alto, nas copas dos malornes,
Entre os ramos que tocavam o firmamento,
A Elfa Obscura dançava na vastidão noturna.
Os seus pés descalços, brancos como a mithril,
Pareciam desafiar a gravidade da terra.
O seu manto negro, bordado com fios de prata,
Fugia do corpo e fundia-se com a escuridão,
Salpicado por diamantes de luz estelar,
Como se ela própria fosse um Silmaril caído.
E ao girar no topo do mundo sussurrante,
A sua cabeleira longa, cor de obsidiana,
Deslizava e caía em cascatas serenas,
Como um véu de sombras flutuante,
Até encontrar o espelho do Rio Marivel.
Ali, nas águas profundas e frias,
As suas mechas negras bailavam com a correnteza,
Misturando a luz da floresta com o curso da prata.
Dançava ela num equilíbrio precário entre céu e rio,
Numa solidão antiga e cheia de mistério,
A Elfa das Trevas cujo nome foi esquecido,
Entre as estrelas distantes e as águas esquecidas.
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