terça-feira, 11 de agosto de 2026

Diante dos cactos

 O joelho no chão de cinzas,

a dobra que cede ao             peso da luz 

uma fresta de otimismo             cravada no limo.


E o cacto,

esse verde de escamas             e agulhas,

crocante             como o tempo

que se mastiga entre os dentes do nada.


Amo o espinho         que morde a língua,

a seiva seca             que estala no escuro

                    como um osso que canta

                    ao ser quebrado pelo                 sol.

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