O joelho no chão de cinzas,
a dobra que cede ao peso da luz
uma fresta de otimismo cravada no limo.
E o cacto,
esse verde de escamas e agulhas,
crocante como o tempo
que se mastiga entre os dentes do nada.
Amo o espinho que morde a língua,
a seiva seca que estala no escuro
como um osso que canta
ao ser quebrado pelo sol.
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