quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Lanus

 Lágrimas de estrela e o vento na proa

cantavam nos mastros da velha canoa,

quando o elfo Lanus singrou o mar mudo,

onde os medos do mundo cobriam de tudo.


Ergueu-se das brumas a escama vermelha,

a Serpente do Abismo, de ira semelhante a telha.

Na bocarra do monstro, no fogo e no sal,

Lanus arrancou o aço triunfal:

a Espada Colossal, de ouro puro e fulgor,

que cortou as trevas com brasa e com dor.


Na Ilha Esquecida, onde o tempo repousa,

e a névoa suave a floresta encosta,

Ele a viu: Minela, a filha do rio,

cujo manto era a brisa e o canto, o estio.

Lá deram as mãos sob a pálida lua,

enquanto a água cantava a promessa sua.


De volta à sua terra, no além-mar sagrado,

o elfo coroou seu destino ousado.

Ergueu torres brancas na serra e no chão,

e fundou, para sempre, a alta nação.

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