Lágrimas de estrela e o vento na proa
cantavam nos mastros da velha canoa,
quando o elfo Lanus singrou o mar mudo,
onde os medos do mundo cobriam de tudo.
Ergueu-se das brumas a escama vermelha,
a Serpente do Abismo, de ira semelhante a telha.
Na bocarra do monstro, no fogo e no sal,
Lanus arrancou o aço triunfal:
a Espada Colossal, de ouro puro e fulgor,
que cortou as trevas com brasa e com dor.
Na Ilha Esquecida, onde o tempo repousa,
e a névoa suave a floresta encosta,
Ele a viu: Minela, a filha do rio,
cujo manto era a brisa e o canto, o estio.
Lá deram as mãos sob a pálida lua,
enquanto a água cantava a promessa sua.
De volta à sua terra, no além-mar sagrado,
o elfo coroou seu destino ousado.
Ergueu torres brancas na serra e no chão,
e fundou, para sempre, a alta nação.
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