Um rasgo no tecido do mundo,
a cova branca
onde a palavra joelho
se desfez em sílabas de ar.
Três vezes a sombra
se acotovelou no silêncio,
não como espelho, mas como
a ostra engole a dor
e a devolve em triplo grão de luto.
O fio que faltava
tornou-se a única ponte,
um trânsito de almas
por entre o leste e o sul do nada,
onde o corpo — esse ponto cego —
finalmente viu
seu próprio eclipse.
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