terça-feira, 25 de agosto de 2026

O Cântico do Rei Vermelho


As cinzas dormem frias sob o monte,

E o ferro geme o peso de uma era;

Mas rubra acende a chama na fonte,

Onde a coragem brava impera.


Eis Bard, o rei de barba escarlate,

Cujo olhar guarda o fogo do poente;

Sua espada rasga o céu em combate,

Brilho cru que cega a serpente.


Contra as feras de escamas e brasa,

Contra a horda sombria dos orcs,

Sua fúria avança e abrasa,

Ecoando o terror entre os gritos e os nós.


Mas longe do aço, do sangue e da guerra,

Há paz nos olhos de Helga, a adorada:

A nobre herdeira que coroa esta terra,

De graça e silêncio sagrada.


E como um raio de sol na folhagem,

Brilha Astrid, a filha de luz;

Mais bela que a deusa da antiga imagem,

A própria aurora que a noite conduz.

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