As cinzas dormem frias sob o monte,
E o ferro geme o peso de uma era;
Mas rubra acende a chama na fonte,
Onde a coragem brava impera.
Eis Bard, o rei de barba escarlate,
Cujo olhar guarda o fogo do poente;
Sua espada rasga o céu em combate,
Brilho cru que cega a serpente.
Contra as feras de escamas e brasa,
Contra a horda sombria dos orcs,
Sua fúria avança e abrasa,
Ecoando o terror entre os gritos e os nós.
Mas longe do aço, do sangue e da guerra,
Há paz nos olhos de Helga, a adorada:
A nobre herdeira que coroa esta terra,
De graça e silêncio sagrada.
E como um raio de sol na folhagem,
Brilha Astrid, a filha de luz;
Mais bela que a deusa da antiga imagem,
A própria aurora que a noite conduz.
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