As cinzas da hora,
o que sobrou do peso,
um silêncio sem nome
pendurado no teto de giz.
Tu eras o vazio
o nome que a boca amargava
no escuro das cova brancas
um nada de ferro
pesando na balança dos dias
E a dor
essa escama de gelo colada à têmpora,
cavando o poço onde a palavra afunda
sem eco,
sem fondo,
apenas o ferro do tempo
cortando o tempo
do que nunca foi.
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