terça-feira, 11 de agosto de 2026

do sofrimento que acompanha o niilismo

 As cinzas         da hora,

o que sobrou do peso,

um silêncio         sem nome

pendurado no teto de             giz.


Tu eras o vazio

o nome que     a boca amargava

no escuro das             cova brancas

um nada de ferro

pesando na balança             dos dias 


E a dor 

essa escama     de gelo colada à têmpora,

cavando o poço onde a palavra afunda

sem eco,

sem fondo,

apenas o ferro do tempo

cortando o tempo

do que nunca foi.

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