para Augusto, dos Anjos?
Na cova escura onde a matéria habita,
E o átomo se decompõe, sem cor, sem luz,
Surge um espectro solar que a dor seduz,
E a podridão da Terra ressuscita!
É um astro de lodo, uma estranha fita
De íons de morte que a órbita conduz.
Não é o sol que o pranto nos reduz,
Mas um segundo sol que o nada habita.
Ei-lo que nasce, num eclipse atroz,
Raios de um cinza-fúnebre, veloz,
A incinerar as células do dia!
Tudo se esquece, o éter se desfaz,
Nesta luz podre que traz a paz,
Da decomposição, plena agonia!
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