terça-feira, 16 de junho de 2026

Escultura de pedra triste

 A face,

um talho na imobilidade.


Onde o cinzel parou,

a amargura se fez geologia:

uma ruga de basalto,

o peso do que foi visto

e se tornou, enfim,

minério.


Olhos de poço seco 

a pedra não chora,

ela apenas retém

o que o tempo, por excesso,

esqueceu de endurecer.

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