terça-feira, 16 de junho de 2026

O Espectro na Desolação


Como um fantasma que se refugia

Na solidão da natureza morta, vou,

Onde a luz do luar, que o pranto encontrou,

Em vago espectro, a alma desfibria.


É um deserto de brumas, de agonia,

Onde o silêncio, em mármore, brotou;

Onde a esperança, em cinzas, se apagou,

Na espectral e inerte melancolia.


Sou sombra errante em campos de veludo,

Onde a vida se esfuma, fria e vã,

Num esquecimento do que foi, de tudo.


A natureza, em luto de amanhã,

Cobre o meu ser, em silêncio mudo,

Nesta mortuária e pálida manhã.

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