© Gabriel de Ataide Lima. Todos os direitos reservados.
O coração,
uma bacia de sal,
onde a sede busca o seu próprio rastro.
Aqui
onde o pulso se faz duna,
o tempo sopra o nome
até que apenas a areia
saiba quem fomos.
Um eco,
deserto adentro:
o que resta de nós
é o que o vento esqueceu de apagar.
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