I
Quatro-vezes
Cume-eco:
ela, a morena,
diz o número
do sol.
Quatro vezes —
luz em cacos.
"Goza,"
ordena a pedra-fogo.
II
O vocativo
No frio,
o nome
— safado —
rasga a noite.
O gozo dela,
montanha-plena,
exige
o meu abismo.
III
Súplica
Fenda-Nayane:
a voz
de cinza e ouro.
"Goza" —
o imperativo
da carne,
o fim da geada.
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